Sobre a Cáritas

A Cáritas Brasileira, organismo da Conferência Nacional dos Bispos (CNBB) estrutura e organiza dez Cáritas Regionais em território brasileiro. A Cáritas Regional Ceará foi constituída oficialmente em 18 de agosto de 1988, com objetivo também de articular as Cáritas Diocesanas já existentes no Ceará. Atualmente a Rede Cáritas Ceará é formada pelas Cáritas Diocesanas de Iguatu, Crateús, Limoeiro do Norte, Fortaleza, Itapipoca, Crato, Sobral e Tianguá.

A Rede Cáritas Ceará tem grande atuação no Semiárido por meio de vários projetos de convivência, desde a implementação de tecnologias sociais até processos formativos, como as experiências de educação contextualizada no campo. Como instituição, integra a Rede de Intercâmbio de Sementes, o Fórum Cearense pela Vida no Semiárido (FCVSA) e a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA).

Ao longo de sua história, a Cáritas tem estado presente nessa realidade através de diversas formas de atuação: na realização de campanhas de solidariedade nos momentos de estiagens prolongadas; no desenvolvimento de ações permanentes de formação e de apoio às organizações comunitárias; nas iniciativas comunitárias de geração e melhoria de renda (com os projetos alternativos comunitários); na disseminação de tecnologias apropriadas de manejo de recursos hídricos; e no apoio efetivo (financeiro e material) para construção de pequenos reservatórios de água da chuva e para manutenção e recuperação de mananciais e reservatórios hídricos para o abastecimento familiar.

Nos últimos anos, a Cáritas vem desenvolvendo um programa permanente e pró-ativo de convivência com o Semiárido, atuando sobre as causas dos problemas e não apenas sobre as suas consequências. Essa ação é fruto, sobretudo, dos resultados significativos de iniciativas realizadas no Semiárido, com a produção e difusão de metodologias apropriadas. Estas vêm sendo amplamente debatidas nos fóruns de articulação de entidades que atuam no Semiárido, resultando na construção de uma nova concepção de desenvolvimento sustentável, onde a formação para a cidadania, a universalização do acesso à água para o consumo humano e a produção orientada em bases agroecológicas, são elementos estratégicos para a melhoria da qualidade de vida na região.



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